Fui formada na época em que gastronomia ainda era algo distante...ninguém sabia ainda direito a diferença entre Culinarias e Gastronomia...Eu tive aula de Técnica Culinaria e Dietética, mas o objetivo era saber superficialmente as reações quimicas intrinsecas aos alimentos submetidos às tais técnicas e sobretudo, "dominar" os calculos de rendimento, tamanhos de porçao e de leve,  a questao da aparência a apresentação dos pratos.

Fui daquelas nutricionistas que se gabavam de nao saber nem cortar cebola! Ninguém me queria como integrante dos grupos de praticas em técnica culinaria e dietética! Eu era péssima no quesito mão na massa, nem banana conseguia cortar decentemente! Se partissemos para uma analise mais profunda, a aversão da minha mãe pela cozinha e a interdição do acesso a mesma enquanto nossa cozinheira estava trabalhando, contribuiram bastante para a minha falta de habilidade e gosto pela comida (Pasmem! Não sou apreciadora de comida! Não fui amamentada, minha mae não gostava de cozinhar...tinha uma avo italiana que cozinhava muitissimo bem!!! Suas ambrosias ainda me fazem babar! Mas não sou daquelas apreciadoras inatas da comida e do ato de comer).

Enfim...aterrissei em Paris, especificamente em Roissy e fixei moradia em Ermont, França e, aos poucos fui sendo conquistada pelo comer e sobretudo por tudo aquilo que envolve este ato: simbolos, rituias, ritos, escolha de alimentos, combinação de alimentos e ingredientes, aromas, sabores, cores, decoração, apresentação...Não que eu seja uma gourmet, nem uma gourmande (à discutir estas terminologias que pelo eu vi não são claras no Brasil e diferem da francesa; prometo investigar melhor), mas esta Arte, este patrimônio imaterial da humanidade é apaixonante!

Os programas de televisão em horarios nobres são interessantissimos. As lojas de acessorios, as vitrines das lojas de pattiserie, chocolaterie, boulangerie...

Um chef é um artista! Comer e preparar comida na França é uma arte também e quase como participar de um evento artistico.

Entre estas e outras a Verakis tinha que propor a descoberta e/ou o aprimoramento nesta area.

Dentre outros, descubram que existem muito mais escolas de gastronomia do que aquelas 2 ou 3 que são conhecidas internacionalmente. Chefs franceses não se formam nestas escolas. Um chef francês nao se torna chef porque se formou nesta ou aquela escola, ele carrega anos de pratica e muita sensibilidade e dom para ser eleito Le Chef.

Para os que quiserem mais informações sobre as escolas Francesas de Gastronomia e/ou se interessarem pelos nossos cursos em parceria com algumas delas, estes especialmente desenvolvidos para o publico lusofono, falem comigo.

 

Juliana T. Grazini dos Santos

 

PS - sem acentos por causa do teclado francês. Pardon!

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